terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Cultura e Educação como produtos e serviços: a lógica do obscurantismo

Galileu e o significado do isolamento social
das ideias sob a opressão do poder

Violência anti-intelectual da classe média sustenta Bolsonaro

Christian Schwartz
Folha

Autor rejeita ideia de cisão identitária na eleição e atribui resultado a camadas que veem a Educação como algo ornamental

Há uma pergunta que, respondida em toda a sua complexidade, tem o potencial de iluminar muito do que se passou na política brasileira recentemente. É a seguinte: por que caminhos (ou diabos) o “Não me representa” dos protestos de junho de 2013 rapidamente virou o “Mito! Mito!” que anima o comício permanente de Jair Bolsonaro —e deve ser, ao que parece, uma espécie de grito de guerra deste governo tribal?
Num texto recente, a jornalista e escritora Eliane Brum lançou a tese de que, segundo ela pela primeira vez na história do Brasil, o presidente é um “homem mediano”. O argumento avança em três movimentos.
Expõe, primeiramente, o que seria um contraste: ao contrário de todos os seus antecessores no cargo (o texto silencia, curiosamente, sobre a única antecessora, nem uma só vez mencionada), Bolsonaro careceria de excepcionalidade. “Jair Bolsonaro é o homem que nem pertence às elites nem fez nada de excepcional. Esse homem mediano representa uma ampla camada de brasileiros”, escreve a jornalista.
Nas duas etapas seguintes, reafirma a explicação padrão de nossos intelectuais ditos progressistas para o fenômeno, este sim inédito, de um presidente de extrema direita (continue a leitura).



______________________________

Nenhum comentário: