domingo, 3 de fevereiro de 2019

O pequeno Brasil

Alcolumbre, representante da facção do
baixo-clero, é Vinho velho em garrafa nova
(Fernando Horta, GGN)


Davi Alcolumbre, presidente do Senado da República...

Quem?

Não tenho nada contra o fato de que um representante de Macapá presida o Senado Federal. O que me assusta é a qualificação do processo que o levou à posição conquistada ontem em Brasília: a consagração do conchavismo e das articulações despudoradas dos novos ocupantes do Planalto para que o braço do compadrio e do jogo cartorial que é jogado no Legislativo prossiga indefinidamente e, com ele, essa estagnação política assombrosa em que o país vive. Nesse sentido, a reeleição de Rodrigo Maia para a presidência da Câmara representa a mesma coisa (leia aqui).

Davi Alcolumbre - um pau mandado de Onyx (cuja esposa é funcionária de seu gabinete) - pode ser que tenha o vislumbre que seu novo papel lhe dá e escape do destino anunciado para todos os integrantes do chamado baixo-clero: a sujeição das grandes questões nacionais aos interesses privados da província. Eu duvido. Olhando as imagens que ontem registraram o corpo-a-corpo para a eleição no Senado - a promiscuidade partidária e a ausência de qualquer projeto de natureza doutrinária ou ideológica que sustentaram as candidaturas - temo que o moço de Macapá não seja mais do que um fantoche dos interesses que querem prevalecer nas discussões que vêm por aí.

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