quarta-feira, 27 de março de 2019

O caos que estamos vivendo tem origem e autoria

O pato, o general e o capital
(Fábio Victor, Piauí
Na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), o quartel general da conspiração que trouxe Bolsonaro ao governo, agora mesmo 600 empresários já preparam a nova armadilha: afastar o capitão e colocar em seu lugar o General Mourão. O objetivo é progressivo, caso não seja possível submeter toda a sociedade de imediato ao controle ideológico: a instalação de uma ditadura aberta e despudorada.

O próprio Mourão, que vai se caracterizando como um sujeito racional e equilibrado - qualidades que faltam a Bolsonaro - dá mostras que não mudará uma única linha do compromisso que os neoliberais têm com o futuro. Na mesma FIESP, sob a bajulação de uma burguesia parasita e quase escravocrata, o vice-presidente saiu-se com esta pérola: "População precisa saber que tem também obrigações, e não só direitos" (leia aqui a matéria da BBC). Pois é o que vem sendo posto em prática desde que o facínora Michel Temer chegou à presidência na crista do golpe do impeachment de Dilma: o esfacelamento das garantias sociais pontuado pelas restrições orçamentárias que cortaram recursos das áreas sociais, a reforma trabalhista e, agora, a reforma da Previdência, para ficar apenas nas mais populares das maldades neoliberais. 

Alguma dúvida? * Dois empresários paulistas contam por que estimulam Bolsonaro (Piauí): "apoio quem seja contra a esquerda", garantiu um deles na época das eleições de 2018 * Empresários paulistas agora querem a aprovação da Reforma (Extra Classe) * Governo Bolsonaro busca aproximação com empresários (Folha).
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