quinta-feira, 6 de junho de 2019

Ex-ministros criam Observatório em defesa da Educação e lançam manifesto contra política de Bolsonaro na área


Os ex-ministros (da esquerda para a direita) Renato Janine Ribeiro, José Goldemberg, Fernando Haddad, Murílio Hingel Cristovão Buarque e Aloizio Mercadante
Por Herton Escobar
Jornal da USP

Seis ex-ministros da Educação anunciaram nesta terça-feira, dia 4, na Universidade de São Paulo, a criação de um Observatório da Educação Brasileira, dedicado à discussão de políticas públicas para o setor. O anúncio veio acompanhado de uma carta de repúdio aos cortes orçamentários e à postura ideológica do atual governo, do presidente Jair Bolsonaro, que estaria tratando a educação como uma “ameaça” à sua gestão.

“Contingenciamentos ocorrem, mas em áreas como educação e saúde, na magnitude que estão sendo apresentados, podem ter efeitos irreversíveis e até fatais”, diz a carta, assinada pelos ex-ministros José Goldemberg (1991-1992), Murílio Hingel (1992-1995), Cristovam Buarque (2003-2004), Fernando Haddad (2005-2012), Aloizio Mercadante (2012-2014 e 2015-2016) e Renato Janine Ribeiro (2015).
“Muito tem de ser feito, tudo pode ser aprimorado, mas a educação depende da continuidade ao que já foi conseguido ou planejado. Educação é política de Estado: nada se fará se a ênfase for na destruição das conquistas, no desmonte das políticas públicas implementadas e no abandono dos planos construídos pela cooperação entre os entes eleitos e a sociedade”, afirma o documento, divulgado em coletiva de imprensa no auditório do Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP, com a presença dos seis signatários (leia a íntegra da matéria)

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