sábado, 25 de janeiro de 2020

Auschwitz, 75 anos

"O trabalho liberta"
Estima-se que pelo menos 1,1 milhão de pessoas tenha morrido no campo de concentração de Auschwitz, libertado há 75 anos


EDUCAÇÃO APÓS AUSCHWITZ
Theodor Adorno

A exigência que Auschwitz não se repita é a primeira de todas para a educação. De tal modo ela precede quaisquer outras que creio não ser possível nem necessário justificá-la. Não consigo entender como até hoje mereceu tão pouca atenção. Justificá-la teria algo de monstruoso em vista de toda monstruosidade ocorrida. Mas a pouca consciência existente em relação a essa exigência e as questões que ela levanta provam que a monstruosidade não calou fundo nas pessoas, sintoma da persistência da possibilidade de que se repita no que depender do estado de consciência e de inconsciência das pessoas. Qualquer debate acerca de metas educacionais carece de significado e importância frente a essa meta: que Auschwitz não se repita. Ela foi a barbárie contra a qual se dirige toda a educação. Fala-se da ameaça de uma regressão à barbárie. Mas não se trata de uma ameaça, pois Auschwitz foi a regressão; a barbárie continuará existindo enquanto persistirem no que têm de fundamental as condições que geram esta regressão. É isto o que apavora (continue)



Há 75 anos, os comunistas derrubaram o nazismo (Blog do Ismael) * Merkel achou as palavras certas em Auschwitz (DW) Descoberta de Auschwitz foi surpresa, diz libertador ucraniano (BBC)

Opera Mundi: * 75 anos da libertação de Auschwitz * 19

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