segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021

A raiz de todos os males

Escola só chegará ao século XXI se enfrentar desigualdades

Rodrigo Manoel Dias da Silva, professor entrevistado pelo IHU, acredita que a pandemia escancarou a urgência que se impõe à escola e à sociedade: a radical eliminação da desigualdade

Entrevista feita por João Vitor Santos

Entre todas as áreas drasticamente impactadas pela pandemia, a escola, sem dúvidas, tem lugar de destaque. A suspensão das aulas presenciais e a imposição do ensino remoto escancararam as desigualdades que vivemos e que se refletem no ambiente das escolas. O resultado é uma sombra dos chamados déficits de aprendizagem. O professor Rodrigo Manoel Dias da Silva reconhece o abismo que se abriu entre as realidades de muitos estudantes, mas observa que é preciso serenidade para encarar o tema. “Assumir imperfeições exige uma ética e uma pedagogia. O horizonte ético é reconhecer nossas fragilidades humanas e nossa vulnerabilidade coletiva – traços acentuados pela pandemia”, diz. Assim, compreende que “falar que retomaremos aprendizagens não significa supor que iremos realinhar déficits ou perdas, mas principalmente que devemos seguir novos caminhos” (continue a leitura).
__________

Leitura sugerida: * Como arquitetar a escola pós-pandemia (Roberto Rafael Dias da Silva, Outras Palavras)

Nenhum comentário: