terça-feira, 24 de agosto de 2021

Fora com essa turma!

Embrutecidos anos a fio pela doutrina da 'segurança nacional', militares - da ativa e da reserva, disfarçados de PMs ou como integrantes das Forças Armadas - tornaram-se uma força despreparada para avaliar a prática política do dissenso e do consenso. Professam uma ideologia confusa e rasteira que os leva a pensar em termos maniqueístas e invariavelmente autoritários. Nesta quadra histórica da vida brasileira, esse conjunto de características representa um obstáculo intransponível para a construção de uma sociedade justa e democrática.

A convocação do golpe
Editorial do jornal O Estado de S. Paulo

Como os próprios organizadores têm alertado, o objetivo das manifestações bolsonaristas previstas para o dia 7 de setembro não é manifestar apoio ao presidente Jair Bolsonaro. A convocação não é para expressar determinada posição política – defender, por exemplo, a aprovação da reforma administrativa ou do novo Imposto de Renda –, e sim para invadir o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Congresso.

“Vamos entregá-los (STF e Congresso) às Forças Armadas, para que adotem as providências cabíveis”, disse um dos organizadores, que se apresenta como coronel Azim, em vídeo que circula nas redes sociais (continue a leitura)

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