terça-feira, 7 de setembro de 2021

7 de setembro

 Bravatas e desespero colocam o genocida Bolsonaro perto do fim

Jogando as últimas fichas para escapar da punição
por seus crimes, o maior pulha que já governou
 o Brasil aproximou-se do seu afastamento 
Multidões não são um fenômeno raro na história. Ao contrário: em sucessivos momentos de crises de representação política e em torno da crença de que um governo totalitário pode salvá-las, as massas abrem mão do poder de discernimento e de decisão e colocam-se nas mãos do discurso irracional do messianismo; tornam-se selvagens. Foi assim na Alemanha nos anos 30, na Itália nos anos 20, no Japão da II Guerra; está sendo assim agora no Brasil. O arroubo sanguinário de Bolsonaro neste 7 de setembro repete a receita do fascismo, mas vem associado a algumas variáveis que lhe dão fôlego: aquela mídia que o construiu, a parcela do empresariado que o financia, o desemprego, a fome, as quase 600 mil vítimas fatais do covid-19, o medo e... a vilania das Forças Armadas que, numa pusilanimidade nunca vista, asseguram a permanência no governo de um bandido.

Como disse um colunista político em algum informativo que acompanhou a cena brasileira hoje, a lógica é da sucessão dos eventos: um dia depois do outro. No final da liturgia que inverteu a dignidade da data nacional, os efeitos da sanha do capitão já podem ser vistos: a unanimidade vai na contra-mão do que Bolsonaro pretendia e tudo indica que hoje ele está mais próximo de ser afastado do governo do que estava ontem. 

A antologia parcial: análises políticas publicadas hoje:

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