segunda-feira, 13 de setembro de 2021

A "terceira via" e as águas turvas

Frente democrática com essa gente?

O MBL e a galeria dos vigaristas que estão por aí em busca de alguma coisa que possa esconder sua natureza bolsonarista.  Na Paulista, onde a "manifestação" desses falsos democratas deveria reunir mais gente, o que se viu ontem foi um imenso vazio de povo e de honestidade política.

O melhor uso que se pode dar para a expressão "pescador em águas turvas" é na política. Seu significado é claro: pesca em águas turvas quem quer tirar proveito pessoal de uma situação confusa. Tudo indica que é isso mesmo o que tem motivado o corre-corre do MBL e de seus apoiadores de última hora para encontrar algum espaço no amplo movimento popular que exige a saída de Bolsonaro do governo. Doria, Amoêdo, Ciro, por exemplo, aceitam qualquer convite, desde que haja algum palanque que possam aproveitar. Por isso, seus discursos inspiram mais desconfiança que adesão. Como têm posições duvidosas e comprometidas - já que entre seus integrantes estão disfarçados adeptos de um governo fascista - procuram algum tipo de travestimento para se aproveitar da luta democrática. O que aconteceu ontem é um exemplo disso.

Têm razão, portanto, todas e todos aqueles que se recusaram a participar da pantomima pseudo-liberal. E têm mais razão ainda os que apontam para a impossibilidade de caminhar ao lado de uma clara segregação ideológica promovida pelos organizadores da manifestação - em especial aquela que usa o mesmo discurso viciado e anti-social da época das manifestações a favor do golpe contra Dilma Rousseff.  

Uma aliança política pela superação dos problemas vividos pelo Brasil hoje exige de seus integrantes compromisso e respeito com o pluralismo das ideias e das propostas para o futuro, e esse quesito não está presente nem na história nem na prática dos que fracassaram ontem. Ao contrário: preferem as águas turvas justamente porque lhes falta transparência de propósitos. Gente assim não é aliada; é inimiga.

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