segunda-feira, 20 de setembro de 2021

Bolsonaro na ONU

O rato que ruge

Pelo 3o ano consecutivo - e estritamente em razão de norma estatutária da ONU e não por qualquer mérito seu - Bolsonaro vai ofender a dignidade diplomática do Brasil ao falar na abertura da assembleia geral da entidade. Sem ter o que dizer, além das besteiras e mentiras que proclama o tempo todo, o genocida é motivo de chacota e de protestos - naturalmente às custas da nossa soberania e dos interesses nacionais.
Algumas comédias servem muito bem às alegorias que o desgoverno de Bolsonaro inspira - como é o caso do filme britânico O rato que ruge, de 1959, uma história hilariante de um país falido que incumbe seu 1o ministro, na figura de Peter Sellers, de invadir os EUA como estratégia para sua salvação. Guardadas as proporções, é mais ou menos a mesma coisa que essa palhaçada em que se transformou a diplomacia brasileira promove agora em Nova Iorque, com sua fisionomia ridícula de um pastelão internacional. 

O custo disso é conhecido: o Brasil perdeu a voz e não é parceiro de ninguém. Enquanto Bolsonaro discursa pela dizimação dos povos indígenas e em defesa da destruição ambiental, como chefe de um governo que responde pelo genocídio cometido contra quase 600 mil pessoas durante a pandemia e pela falência da economia, com desemprego e pobreza crescentes, o mundo todo nos brinda com pouco caso e inferioridade: o genocida é um infame e leva nosso país com ele.

Indignidade é isso
"Comitiva" brasileira em Nova Iorque, impedida de entrar em restaurantes por desobediência aos protocolos de segurança contra o covid-19, recorre à pizza de rua. 
No hotel em que se esconde, o genocida foi obrigado a entrar pela porta dos fundos, sob os gritos de Fora Bolsonaro! dos manifestantes que ocupavam a rua.


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