terça-feira, 1 de fevereiro de 2022

Eleições 2022: a sombra da guerra civil

Bolsonaro & famiglia armam população e põem em risco resultados das eleições

É mais grave do que se pode imaginar a natureza falangista da articulação política da facção bolsonarista: cumplicidade do grande capital, dos complexos de mídia e dos militares pode detonar ação que inviabilize o resultado das urnas
De tudo quanto tenho lido sobre esse início da campanha eleitoral nada chamou tanto minha atenção quanto o artigo de Janio de Freitas publicado na Folha em 29 de janeiro. Sob o título As eleições armadas após descaso com medidas de Bolsonaro, o colunista adverte sobre o descontrole do arsenal de equipamentos militares em mãos desconhecidas. Para Janio de Freitas, o problema decorre da quantidade e diversidade de medidas facilitadoras para a compra de armas que Bolsonaro tomou sorrateiramente ao longo do seu governo, sempre sob as vistas coniventes dos militares (leia aqui a íntegra do artigo).

A análise dos fatos que evidenciam a possibilidade de uma formação paramilitar bolsonarista no país está longe de ser uma alucinação do jornalista. Nos dias seguintes à publicação do artigo, várias notícias - algumas comprometendo diretamente o envolvimento da facção familiar de Bolsonaro no tráfico de armas - deram conta da gravidade do problema: uma formação paralela ao Estado cujo poder de intervenção pelo cumprimento das leis encontra-se hoje esfacelado e desautorizado. Sugiro a leitura das matérias abaixo:

* O fracasso dos militares brasileiros (Fiori, Outras Palavras) * Bolsonaro se irrita com o Exército e revoga portarias sobre rastreamento e importação de armas (Fórum) * Fixação dos Bolsonaro por armas e ilegalidades produz mais uma encrenca (Chico Alves, Uol) * Compra de fuzis que Flávio facilitou tem indícios de favorecimento (Uol) * Nara, militares e o bolsonarismo (Folha).

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