terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Férias

Pessoal, vou dar um tempo e já volto... O descanso é merecido e vai até fins de janeiro. Para todas e todos, uma felicidade sem limites neste fim de ano e em 2019
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segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

O medo vermelho nos EUA : nos anos 50 professores eram interrogados e demitidos sob acusação de serem comunistas

Nem tudo é o que parece... 

Um gif recolhido no Facebook

sábado, 8 de dezembro de 2018

50 anos depois, a marca e a lembrança do arbítrio: o AI 5

13 de dezembro de 1968: a tristemente célebre sessão de assinatura do AI 5, o instrumento que consolidou a ditadura militar, Na cabeceira, Costa e Silva. À sua esquerda, na terceira posição, o então super-ministro da Fazenda, Delfim Netto, que ainda hoje, com um cinismo desconcertante, não vê no seu próprio gesto o reconhecimento de que o Brasil viveu então a noite mais longa de sua história. Como disse alguém, lembrar o AI 5 é uma forma de lutar para que a experiência anti-democrática não se repita.

AI-5, um instrumento de intolerância

Maria Celina de Araújo

CPDOC, FGV, 2013
(Via GGN)

O Ato Institucional nº 5, AI-5, baixado em 13 de dezembro de 1968, durante o governo do general Costa e Silva, foi a expressão mais acabada da ditadura militar brasileira (1964-1985). Vigorou até dezembro de 1978 e produziu um elenco de ações arbitrárias de efeitos duradouros. Definiu o momento mais duro do regime, dando poder de exceção aos governantes para punir arbitrariamente os que fossem inimigos do regime ou como tal considerados.
Geisel & Figueiredo
O ano de 1968, "o ano que não acabou", ficou marcado na história mundial e na do Brasil como um momento de grande contestação da política e dos costumes. O movimento estudantil celebrizou-se como protesto dos jovens contra a política tradicional, mas principalmente como demanda por novas liberdades. O radicalismo jovem pode ser bem expresso no lema "é proibido proibir". Esse movimento, no Brasil, associou-se a um combate mais organizado contra o regime: intensificaram-se os protestos mais radicais, especialmente o dos universitários, contra a ditadura. Por outro lado, a "linha dura" providenciava instrumentos mais sofisticados e planejava ações mais rigorosas contra a oposição (continue a leitura)

Leia também: * Nove páginas sobre o AI 5 (Folha) * Morte, exílio, tortura (Folha) * AI 5 faz 50 anos em país polarizado; general Heleno defende decreto da linha dura (Valor) * Produção artística era vista como uma grande ameaça (Valor) * Como o AI 5 foi usado para estrangular movimentos culturais há 50 anos (Folha, acesso para assinantes) * Sacrificamos algumas coisas não fundamentais, disse Costa e Silva nos EUA (Folha) * 50 anos do AI-5: negar ditadura é erro histórico (BBC) * Em busca da verdade (inventário do blog).
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quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Brasil afunda na crise... sem perspectivas de sair dela

O cenário de abandono que domina todas as paisagens brasileiras, a sensação de inviabilidade de qualquer progresso e a amarga rejeição da própria nacionalidade são o coroamento (ainda longe de ser concluído) da apropriação privada da renda gerada pelo trabalho. Somos um país ocupado... 

A foto acima é da matéria do site Sul21 sobre o crescimento da extrema pobreza no Brasil que agora, neste final de 2018, atinge 15,5 milhões de pessoas. O número consta da Síntese dos Indicadores Sociais divulgada pelo IBGE e é absolutamente fidedigno, sem qualquer coloração ideológica ou partidária. Colocados ao lado das informações sobre a redução dos níveis de desigualdade da renda nos segmentos mais desfavorecidos da sociedade e das notícias sobre a expansão desmedida da informalidade do trabalho em consequência da reforma trabalhista, o quadro é incontornável: o Brasil deve figurar hoje como a nação onde as possibilidades de superação da profunda crise na qual foi colocado depois do golpe do impeachment são tão distantes que não podem ser visibilizadas senão a longuíssimo prazo. O modelo econômico brasileiro fundado na primazia da concentração da renda como instrumento de crescimento está em colapso há muito tempo e condena gerações inteiras ao desespero social.

Por que? Porque nas condições da crise sistêmica do capitalismo global não há espaços para investimentos externos que alavanquem nossa economia; não há possibilidades efetivas de sucesso na concorrência que o Brasil enfrenta no comércio internacional. Ao mesmo tempo, com um mercado interno deprimido pelas condições que os números acima indicam e com um dos níveis mais baixos de acumulação que nossa burguesia ostenta, o resultado é a estagnação, pura e simplesmente. A esperança colocada nas eleições de 2018 era a de que surgisse das urnas um governo de perfil desenvolvimentista que pudesse colocar o Estado na condição de gestor estratégico das saídas possíveis. Infelizmente, até onde a vista alcança, o projeto ultraconservador da dupla Guedes-Bolsonaro não só vai reproduzir a lógica concentracionária; vai também aprofundá-la com a renúncia à soberania nacional, com privatização selvagem e com a liquidação dos ativos sociais em benefício da especulação financeira. Somos um país ocupado; mas não é só isso: somos um país ocupado em processo de decomposição.

Postagens anteriores sobre o tema: * Bye bye, Brasil? * Aposta brasileira em cheque * A doutrina da genuflexão * Mergulho na desigualdade brasileira * Um país em marcha à ré (Outras Palavras).
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O Brasil que resiste

Bancada progressista da Câmara consegue adiar mais uma vez a votação do projeto Escola sem Partido (leia no DCM). Restrições à liberdade de expressão dos professores são repudiadas até mesmo entre parlamentares conservadores que acusam o projeto de pretender substituir a ciência pelos discursos de Malafaia
Zebra: * Achava que ia ser ministro e não fui, lamenta Magno Malta (The Intercept).
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