domingo, 25 de setembro de 2016

Eu voto em Fernando Haddad

Penso da mesma forma que Duvivier: meu voto é do Fernando Haddad
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Cresce rejeição às mudanças impostas por Temer ao ensino médio

O cenário em que Temer patina lembra o auditório do
saudoso Chacrinha, sem a competência cênica do velho
guerreiro: país transforma-se num ambiente de dissolução
administrativa, política, legal e moral, um pasto
 para interesses privadosda pior espécie 
(ilustração: GGN)
Com exceção daqueles que estariam dispostos a apoiar qualquer coisa que Temer fizesse em qualquer setor do governo - porque vai ficando evidente que o governo mais ilegítimo da história brasileira está disposto a se salvar ainda que leve consigo o país inteiro para o caos - bastaram algumas horas para que viesse à tona a imensa estupidez que são as mudanças arbitrárias que os golpistas querem introduzir no ensino médio; na verdade, não encontrei nenhum comentário qualificado que as defendesse.

As críticas me parecem se encaixar basicamente em três argumentos: primeiro, o recurso a uma Medida Provisória - basicamente um mecanismo constitucional que preserva o caráter imperial e autoritário do Executivo - pois que libera a má intenção do governo de uma discussão pública e parlamentar em torno do tema da reforma. Num regime democrático, a MP é uma excrescência - e Temer está se valendo de excrescências para se manter no Planalto (continue a leitura).
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Temer chama MBL para ajudá-lo a desmontar o Brasil

Renan Santos, garotinho da extrema-direita envolvido em 
maracutaias, vira assessor oficioso no governo Temer. 
No Palácio do Planalto, vai sentir-se em casa, 
com um peixe no aquário. Pobre Brasil!
Segundo Mônica Bergamo (leia aqui), Michel Temer chamou Renan Santos(*), um dos líderes do grupo neofascista Movimento Brasil Livre (MBL) para ajudá-lo a tornar "mais palatáveis" a desmontagem que pretende fazer em vários setores - saúde, educação, aposentadoria, legislação trabalhista.

Não se sabe até agora de que forma esse pessoal poderia fazer isso, exceto através de sua latente disposição paramilitar.

De qualquer forma, Moreira Franco - o segundo integrante do governo a ser denunciado por Eduardo Cunha por corrupção (o primeiro foi o próprio Temer) - reuniu-se com o pessoal do MBL e justificou o motivo: "aproveitar a 'expertise de mobilização, a sensibilidade, o fato de o MBL estar sentido o pulso das ruas". 

(*) Não custa nada lembrar: Renan Santos, segundo o UOL, responde a 60 processos - entre ações civis e trabalhistas - e é cobrado por dívidas que chegam a mais de R$ 4 milhões (leia aqui). Sua família está pendurada em outras 125 demandas judiciais e, segundo o site Brasil Atual, anda vendendo bens para escapar da prisão. O próprio MBL, liderado por Santos, está às voltas com a acusação de que recebeu recursos financeiros do PMDB, do PSDB, do DEM e do Solidariedade para agitar a campanha pró golpe contra Dilma Rousseff (leia aqui).
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sábado, 24 de setembro de 2016

É hora de barrar o arbítrio (por André Singer, na Folha de hoje)

Guido Mantega, arbitrariamente preso e arbitrariamente solto pelo algoz da democracia: Sérgio Moro. O Brasil assiste, sob a indiferença e hipocrisia das elites, à emergência do Estado Fascista de Direito. 
O juiz Sergio Moro colocou nesta quinta (22) a gota d'água no copo da escalada de arbítrio em curso no país. Curiosamente, o fez ao liberar, por razões humanitárias, o ex-ministro Guido Mantega depois de algumas horas na Polícia Federal de São Paulo, e não ao mandá-lo para a prisão por cinco dias ou dez dias, como havia decidido de início. Pois, se era possível soltá-lo, não havia necessidade de prendê-lo, e a arbitrariedade da detenção ficou evidente (leia o texto integral do artigo de André Singer aqui)
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Reforma de Temer é uma fraude contra a Educação e contra a sociedade brasileira

Ponte para o futuro. Currículo flexibilizado do modelo Temer de Educação: 
para quê formação intelectual integral do estudante se não é disso o que o mercado precisa? 
O Brasil que se vire depois...
(pela ideia acima, Nivaldo Divanny).

Na análise de Fernando Brito, "a reforma educacional de Temer é pior do que parece: só a parte boa é mentira" (leia aqui). Eis aí um silogismo cuja extensão e significado resume a quase unanimidade nacional em que a MP baixada pelo governo se transformou nos últimos dias.

Sobre a necessidade de uma reforma profunda na educação brasileira ninguém tem dúvidas; sobre a forma arbitrária e irresponsável como a iniciativa de Temer está sendo implementada e em torno da fragilidade de seu conteúdo - um arranjo de inspiração privatista e excludente, de limitadíssimo horizonte pedagógico - é que incidem as críticas. Disse eu outro dia, numa pequena roda de professores, que essa nova fraude que Temer comete contra o país - afinal, o governo é o resultado de uma impostura golpista que não deve sua existência a nenhum consenso da opinião pública, pois que não foi eleito - é um crime geracional cujos alcances, sequer imaginados por seus proponentes, podem se estender por décadas... um crime inapelável. Abaixo, algumas das principais matérias que traduzem a rejeição que a reforma de Temer está provocando:

* Mudar o ensino médio é necessário, mas não por MP (Renato Janine Ribeiro) * Reforma de Temer legaliza o "apartheid educacional" no Brasil (Gaudêncio Frigotto) * Não é "reforma", é mais um golpe na Educação (Cléo Manhas e Márcia Acioli) * Mudança no ensino médio não tem consenso e será de difícil adoção (Fábio de Castro e Luiz Fernando Toledo) * Reforma no ensino médio: cilada autoritária para privatizar a educação (Paulo Pimenta).
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sexta-feira, 23 de setembro de 2016

A reforma Alexandre Frota

Temer e Mendonça Filho, dois idiotas que agora respondem pelo ensino excludente, gerador de eunucos intelectuais e mão de obra para o mercado. O Brasil na contramão do ensino de qualidade e socialmente comprometido (leia mais)

As mudanças propostas na Medida Provisória - como se um assunto desses pudesse ser improvisado como foi e pensado fora do debate com a sociedade - é um despaupério que pode trazer danos insanáveis para a formação do aluno, a começar pelo caráter aleatório que o currículo mostra. Afinal, em que estudos a MP se baseia para estabelecer a disciplinas e a duração de sua presença na seriação imaginada ao lado? Além disso, de onde vem a estúpida ideia de uma escola básica fragmentada em escolhas profissionais precoces que antecedem a formação intelectual do estudante? Sem falar na ideia de uma grade flexível cuja inspiração é meramente funcional, a MP é criminosa por seu autoritarismo e pela deslegimitidade de quem a está baixando. A sociedade brasileira e todos os agentes da Educação devem se recusar a implementar essa aventura no ensino (gráfico acima: Estadão)
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Saiba quem é João Dória Jr em pouco mais de dois minutos

Durante entrevista na 4a feira com Cesar Tralli, no SPTV, o candidato de Alckmin à Prefeitura de São Paulo, João Dória Jr,  exibiu toda a sua desfaçatez e prepotência ao ser confrontado com decisão final da Justiça - documentada pelo repórter - que o obriga a devolver área pública que invadiu em Campos do Jordão incorporando-a a imóvel de sua propriedade. Assista e divulgue o vídeo... para o bem de São Paulo. Esse cara não merece o voto de ninguém.
Em tempo: leia também a matéria do site de Luis Nassif:  Justiça determina, de novo, que Dória devolva o terreno que invadiu em Campos do Jordão.
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