terça-feira, 23 de outubro de 2018

A verdade sobre Doria, uma ameaça ao Brasil

Haddad no Roda Viva

Inteligência e sensibilidade a serviço da sociedade e da democracia...
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Um Brasil livre, justo e democrático

Na noite de ontem, 22 de outubro, no TUCA. Espaços da cidade cheios de vida e de indignação contra as ameaças do fascismo às liberdades públicas. Resistir é a palavra de ordem...
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segunda-feira, 22 de outubro de 2018

TSE põe covardia acima da lei e clima de medo de espalha pelo país

Coletiva do TSE: pantomima que se deu ares de seriedade para exibir uma corte transida e conivente com as irregularidades que esvaziam a democracia brasileira: o país está desprotegido de seus juízes

O que se viu em Brasília ontem, antes, durante e depois da coletiva que o TSE deu para explicar as providências que está tomando para evitar que a ilegalidade prevaleça nas eleições presidenciais, foi um modelo de pusilanimidade: uma corte contaminada - tal como o STF - por sua cumplicidade (já deixada clara em outras manifestações) com a violência contra a Constituição. O resultado, nas mãos de quem já percebeu que nada será feito que possa barrar, pelo poderes instituídos, a ascensão fascista, é a ofensiva totalitária e, em contrapartida, o crescimento do clima de medo por toda a sociedade.

Em lugar nenhum do mundo as ameaças feita pelo filho de Bolsonaro sobre um eventual fechamento do STF - um apelo abertamente fora da lei - ficariam impune, da mesma forma que a constatação já fartamente comprovada da campanha ilegal do candidato do PSL. No lugar disso, o TSE contemporizou e veio a público com uma pantomima da mais pura tibieza, bem mesmo ao estilo de Rosa Weber já conhecido em julgamento anterior da suprema corte brasileira. Esse acovardamento, manifestado de forma orquestrada em todas as falas dos integrantes da mesa - muito desconfortáveis com suas próprias encenações - estará na raiz do desastre a que vamos assistir no tempo imediato, para alegria de empresários, lideranças pseudo-liberais, mídia hegemônica e outras representações da sociedade civil que venderam o país aos seus interesses. O que vamos assistir no final desta semana não será o desfecho, no 2o turno, de um roteiro de amadurecimento político e democrático da sociedade brasileira, mas uma farsa. Tudo indica que o TSE queria isso mesmo.

* A reportagem de Patrícia Campos Mello (Folha, 20 de outubro) sobre as irregularidades na campanha de Bolsonaro: Documento confirma oferta ilegal de mensagens por WhatsApp na eleição.

* Denúncia contra Bolsonaro é grave, mas o tempo é curto (Maria Cristina Fernandes, Valor) * O chefe a milícia e o vendedor ambulante (Maringoni, Opera Mundi) * TSE na berlinda como nunca (El País) * Fala de Eduardo Bolsonaro é golpista (Celso de Mello, do STF, Folha) * Coletiva de Rosa Weber decepciona (Extra Classe) * Em vídeo, filho de Bolsonaro diz que para fechar o STF basta um soldado e um cabo (G1) * Bolsonaro: vamos varrer o mapa dos bandidos vermelhos (El País) * Fachin nega pedido do PSOL para impor restrições ao WhatsApp (G1) * TSE nega liminar pedida pelo PDT (G1) * Corregedor instaura ações contra campanha de Bolsonaro (Uol).
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domingo, 21 de outubro de 2018

Parlamento europeu adverte para o risco internacional da eleição de Bolsonaro

Repúdio a Bolsonaro ganha dimensões globais e sua
eventual eleição ameaça estabilidade política em
todo o mundo

Deputados europeus mobilizam-se em defesa da democracia no Brasil

Rachel Sterman
Bruxelas


Na última terça-feira (16), os eurodeputados Marisa Matias,; Xavier Benito Ziluaga, Julie Ward, Ramon Tremosa I Balcells, Francisco Assis, Roberto Gualtieri, Ernest Urtasun e Ana Miranda, representantes de diversas correntes partidárias, reuniram-se no Parlamento Europeu em ato público de apoio à democracia e ao Estado de Direito no Brasil. A conferência de caráter apartidário, teve como motivo os recentes discursos de violência e antidemocráticos proferidos pelo candidato à presidência Jair Bolsonaro.

O ato foi promovido pelo organismo internacional apartidário UNPO (Unrepresented Nations and Peoples Organization, em tradução livre: Organização das Nações e Povos Não Representados), com sede em Bruxelas, mas de atuação global na área de direitos humanos. Durante o encontro, os parlamentares reiteraram o impacto que a candidatura de Bolsonaro teria para quinta maior democracia do mundo, e suas consequências em âmbito internacional. Francisco Assis, do Partido Socialista português e líder da delegação de relações com o Mercosul no Parlamento Europeu, foi enfático: “Bolsonaro não é Hitler, não é Mussolini, não é sequer Franco. Em bom rigor, se quisermos ater-nos a um debate intelectual de natureza escolástica, ele não é bem a representação do fascismo. Há nele, contudo, na dimensão medíocre que a sua pobre personalidade proporciona, tudo aquilo de que a tradição fascista historicamente se alimentou. O anti-iluminismo, a exaltação sumária da unicidade nacional, a apologia da violência, o culto irracional do chefe. Bolsonaro é pouco mais do que um analfabeto ideológico com todos os perigos que isso mesmo encerra”.


O documento circulará pelo Parlamento Europeu até a próxima segunda-feira(22) e será publicado com as adesões finais no site da UNPO. Assista ao vídeo do evento: https://www.facebook.com/UNPOintl/videos/465435867281825/
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Rachel Sterman, jornalista formada na PUC-SP, trabalhou na Folha e na Veja Rio. Produtora na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e do festival de documentários É tudo verdade. Vive em Barcelona desde 2015, onde está envolvida com diversas atividades na área da cobertura da imprensa.
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Outras matérias do exterior sobre repercussão da possibilidade de eleição de Bolsonaro: * Democratas têm dever histórico no Brasil (DW) * Intelectuais alemães alertam para riscos no Brasil (DW) * New York Times: escolha triste no Brasil (via GGN) * The Economist: Haddad é o único que pode impedir Bolsonaro (GGN).
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Driblando a democracia (Via Luis Nassif)

O método de trabalho do assessor de Trump e de Bolsonaro (GGN)
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Eleições fraudadas

Caso do disparo de mensagens no WhatsApp fere a lisura da eleição presidencial


Janio de Freitas
Folha, 21/10.18

Judiciário está diante de um problema que põe à prova o discernimento, 
a coragem e a consciência de um bom número de magistrados

O dano causado à lisura da eleição para presidente, pelo uso fraudulento da internet em benefício de Jair Bolsonaro, é irreparável e inapagável. Já atingido por desprestígio crescente nos últimos anos, o Judiciário está diante de um problema que põe à prova o discernimento, a coragem e a consciência de um bom número de magistrados. Não só do Tribunal Superior Eleitoral. E ainda da Polícia Federal, que em eleições anteriores comprometeu-se em facciosismos.
São vários crimes associados e simultâneos que se mostram na revelação da repórter Patrícia Campos Mello de que empresas pagaram ao menos R$ 12 milhões por pacotes de disparos em massa de mensagens, no WhatsApp, contra Fernando Haddad (PT). Já se sabe que uma das empresas de informática capazes desse serviço, por exemplo o Dot Group, pode lançar mensagens para 80 milhões de pessoas.
Gasto de empresas com candidatos é crime eleitoral. Toda ajuda financeira a candidato precisa ser declarada à Justiça Eleitoral, o que não se deu, até por sua origem ilegal. O uso de endereços eletrônicos deve ser fornecido pelo candidato ou seu partido, sendo ilegal a listagem com outra proveniência, como houve. Formação de quadrilha. Textos com falsidades, prática de fake news também ilegal. Abuso de poder econômico para influir no resultado de eleição. Embora o inventário possa continuar, já se tem aí o suficiente para deixar entalados os juízes dos tribunais superiores.

Apesar da prolixidade criminal e do seu propósito, feita a revelação, foi no exterior que ocorreu a repercussão devida à gravidade dos fatos. Mas não há omissão, ou mero e incomodado raspão no assunto, que esvazie esta dupla constatação: "o peso adquirido pela rede na formação da opinião nacional", como dito em editorial da Folha, é uma obviedade; a destinação do benefício gerados pelas ilegalidades é a outra.
A quanto chegou o impulso não se saberá com exatidão. Mas os saltos do percentual de apoio a Bolsonaro, depois de sua demorada lerdeza nas pesquisas, encontram no golpe dos empresários uma possibilidade de explicação mais convincente do que o tal ódio antipetista.
Esse velho sentimento não contou com fatos repentinos e repetidos que o levassem a espraiar-se nos saltos de tantos milhões de eleitores conquistados, em intervalos de 48 ou 72 horas.
Os juízes que devem se ocupar desse caso —supondo-se que não o despachem também para o futuro incerto— substituíram os candidatos na criação de expectativa. Alguns deles, como Luiz Fux, já fizeram afirmações claras sobre aspectos legais agora suscitados pelos empresários bolsonaristas. Mas imaginar algum indício em tai s precedentes será esquecer as decisões que levaram à crise de prestígio do Supremo e às críticas ao Superior Eleitoral. Apoiador de Bolsonaro ou de Haddad, espere sem esperança.
Pois é, Bolsonaro falou muito e à toa em fraude. Por algum motivo, fraude não lhe saía da cabeça.

EM TEMPO


Na internet há dois 
manifestos que merecem ser lidos, inclusive por serem os seus signatários quem são. Um é de economistas, entre eles um Prêmio Nobel. O outro, de juristas e advogados. Ambos refletem convicções e preocupações democráticas.

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