sábado, 23 de maio de 2020

Governo Bolsonaro na reunião de 22 de abril de 2020

Abaixo, uma sequência de algumas reações sobre o conteúdo do vídeo
* Um vídeo mais comprometedor para Bolsonaro do que a reunião ministerial (Chico Alves, Uol) * Gravação revela que país é governado pela balbúrdia (Josias de Souza, Uol) * Vídeo estarrecedor coloca a nu o governo de aloprados e criminosos (Kotscho, Uol) * Inconcebível e inacreditável (Estadão) * O vídeo da reunião de Bolsonaro na imprensa europeia (DW)
Ratos no porão do navio discutem quem coloca o guizo no capitão
(ilustração de Gustave Doré)
Seleção de destaques dos individuais da reunião:

* Bolsonaro mente * "Tem que vende essa porra logo" (Guedes referindo-se ao Banco do Brasil) * "É hora de ir passando a boiada" (Ricardo Salles referindo-se à desregulamentação das normas ambientais) * Por mim botava esses vagabundos todos na cadeia (Weintraub referindo-se aos ministros do STF) * Damares defende prisão de prefeitos e governadores.
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quinta-feira, 30 de abril de 2020

Embraer: o epílogo de um estelionato cometido com a conivência das elites empresariais do Brasil

A Embraer voa para o nada
Vendida à Boeing por uma ninharia, com as bênçãos de Temer e Bolsonaro, ela foi agora enjeitada. Maior empresa tecnológica do país está sem rumo. Ficará com a China? Cairá em irrelavância? Governo divide-se. Crise expõe país em queda livre (leia aqui a matéria de Raul Zibechi, Outras Palavras)

A venda da Embraer à Boeing passará para a história do Brasil como uma das transações mais ofensivas à soberania nacional: uma operação que chega a um desses atos conclusivos que nos envergonha. E o que é pior: o crime foi todo cometido com a cumplicidade das elites empresariais e tecnocráticas do próprio Brasil... 


Leia também as antologias do blog: 

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segunda-feira, 13 de abril de 2020

Resistir ao fascismo das carreatas de Bolsonaro


(Leia aqui a matéria sobre a presença de Andrea Bocelli na Catedral de Milão publicada pelo IHU
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sexta-feira, 10 de abril de 2020

Ponto final na modernidade

O nosso novo normal

100 dias que mudaram o mundo

Para historiadora Lilia Schwarcz, pandemia marca fim do século 20 e indica os limites da tecnologia

Camila Brandalise e Andressa Rovani
Universa

Um milhão e quinhentas mil pessoas infectadas pelo mundo —um terço delas na última semana. Oitenta e sete mil mortos em uma velocidade desconcertante. O fim dos deslocamentos. Milhões de pessoas obrigadas a readequar suas rotinas ao limite de suas casas. Há 100 dias, o mundo parou.

Em 31 de dezembro de 2019 um comunicado do governo chinês alertava a Organização Mundial da Saúde para a ocorrência de casos de uma pneumonia "de origem desconhecida" registrada no sul do país. Ainda sem nome, o novo coronavírus alcançaria 180 países ou territórios. "É incrível refletir sobre quão radicalmente o mundo mudou em tão curto período de tempo", indica o diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus.

Para uma das principais historiadoras do país, no futuro, professores precisarão investir algumas aulas para explicar o que vivemos hoje —momento que, para ela, pode ser comparado à quebra da Bolsa de Nova York, em 1929. "A quebra da Bolsa também parecia inimaginável", afirma Lilia Schwarcz, professora da Universidade de São Paulo e de Princeton, nos EUA. "A aula vai se chamar: O dia em que a Terra parou."

Lilia sugere ainda que a crise causada pela disseminação da covid-19 marca o fim do século 20, período pautado pela tecnologia. "Nós tivemos um grande desenvolvimento tecnológico, mas agora a pandemia mostra esses limites", diz.

A seguir, trechos da entrevista em que a historiadora compara o coronavírus à gripe espanhola, de 1918, diz que o negacionismo em relação a doenças sempre existiu e afirma que grandes crises sanitárias construíram heróis nacionais, como Oswaldo Cruz e Carlos Chagas, e reforçaram a fé na ciência.

Ao longo do texto, as imagens de street art e de pessoas usando máscaras mostram o nosso novo normal (Leia aqui a íntegra da entrevista com Lilia Schwarcz. Se o link não funcionar, tente este).
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