segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Dilma Rousseff, presidente eleita do Brasil, dignidade e coragem..

Pronunciamento de Dilma no Senado encheu de orgulho o Brasil inteiro e deixou golpistas envergonhados de seu papel de algozes da dignidade da Presidente e da Democracia. Discurso é uma das melhores análises já feitas sobre a crise política brasileira e sobre a natureza da conspiração que quer seu afastamento do governo (leia aqui).
______________________________

Impeachment é a reação das elites na defesa de seus privilégios

Desníveis na distribuição da renda brasileira nos dá o título
de país campeão das desigualdades. Na defesa dessa estrutura,
elites estão dispostas a fazer o que for preciso, do golpe
institucional à violência paramilitar (clique para ampliar)
Reportagem de Carta Capital assinada por por Carlos Drummond aponta a dramática realidade social do país: “A concentração de renda no Brasil não tem rival no mundo”, diz Rodrigo Octávio Orair, do IPEA, entrevistado pela revista. Seu colega de instituto, Sérgio Wolff Gobetti, em busca da confirmação desse lugar de desonra que o país ocupa na economia global, comparou números das 20 nações e concluiu que no Brasil, "o meio milésimo mais rico do País, composto de 71 mil pessoas, 'uma população que cabe num estádio de futebol', apropria-se de 8,5% de toda a renda nacional das famílias. Na Colômbia, a proporção é 5,4% e nas economias desenvolvidas fica abaixo de 2%". Leia aqui a íntegra da matéria Brasil, o paraíso dos ricos, disponível no site da revista Carta Capital com postagem feita nesta data.
______________________________

domingo, 28 de agosto de 2016

Sinais do desastre

Desarticulação dos direitos sociais, cessão da soberania do país aos
interesses internacionais e transferência de renda para a minoria da 
população: o que vem por aí, se o Senado abrir mão de sua
responsabilidade republicana, é um desastre histórico
Como se já não bastassem os sinais de armação corrupta e reacionária em andamento no Senado - com a descoberta de que o parecer contrário a Dilma do auditor do TCU Antonio Carlos Costa D'Avila Carvalho foi fraudado (leia aqui) -, a facção que se instalou no Planalto dá mostras do que pretende, caso se efetive no governo: Serra, por exemplo, já recebeu a cúpula da Shell - a principal transnacional interessa na queda do monopólio da Petrobras - às vésperas da mudança no pré-sal na Câmara dos Deputados; o pequeno Temer já avisou que começa a desmontar os programa sociais do PT assim que for efetivado no governo, caso o impedimento da presidente eleita aconteça; e numa atitude abertamente ilegal, suspendeu o programa nacional de combate ao analfabetismo.

Tem razão, por isso, o jornalista Paulo Moreira Leite quando diz que os senadores, caso reunam votos suficientes para o afastamento de Dilma, "podem abrir caminho para uma catástrofe histórica, tão ruinosa que pode inviabilizar por décadas a construção do país como nação soberana e menos desigual, capaz de oferecer aos fracos e excluídos de cinco séculos". Para o jornalista, a volta de Dilma "não é um milagre (...), porém representa a alternativa que (...) preservar a democracia e os direitos fundamentais" (leia aqui a íntegra do artigo de Leite postado no site GGN).

Leia ainda: * Somos palhaços do impeachment (Luis Fernando Veríssimo, Globo via GGN) * A radiografia do golpe o Brasil (Blog do Miro).
______________________________

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Dilma Rousseff, em defesa da Democracia e dos Direitos Sociais

Eleita pelo povo, a Presidente confronta sua dignidade a partir de hoje com a quadrilha de golpistas que quer transformar o Brasil em pastagem de interesses privados. Acompanhe aqui os episódios que estão exibindo
a vilania dos senadores contra a Democracia e a indignação mundial contra o golpe.
______________________________

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Antes que o pecado neoliberal nos atinja

Senadores podem nos fazer amargar o veneno do
golpe num retrocesso social sem precedentes
Ponho aqui um breve comentário sobre a excelente análise em torno dos termos em que se dá hoje a discussão a respeito da crise econômica brasileira (Para subverter nosso debate econômico rasteiro, de Felipe Calabrez, via Outras Palavras). Para o autor, o ponto central em discussão não é propriamente o tamanho da reforma fiscal ou as medidas para que o crescimento econômico seja retomado pelo caminho do estímulo aos investimentos. O núcleo disso que o texto chama de "debate rasteiro" é o perfil do projeto político neoconservador que está por trás da racionalidade das reformas: a ampliação da apropriação privada da riqueza nacional - alguma coisa sobre a qual os brasileiros sabem muito pouco e que sequer esteve em discussão nas últimas eleições. É essa a essência do golpe.

Nem é preciso ir muito longe para a comprovação disso. Uma rápida leitura sobre o conteúdo da Ementa Constitucional 241 - que quer limitar o ajuste das despesas sociais do orçamento da União ao índice da inflação - permite entender que o que está sendo tramado é o congelamento, por duas décadas, dos compromissos do Estado com a sociedade. Pessoalmente, minha interpretação sobre esse crime que a quadrilha de Temer vai praticar é de que se trata de um sequestro antecipado do produto social do trabalho. Acrescente-se a isso o inevitável agravamento da concentração da renda provocada pela flexibilização das leis trabalhistas e pela reforma da previdência social e o horizonte surge como fúria, ou, como quer Calabrez, "o maior retrocesso da história da Nova República". Arrisco ir mais longe: dada a dimensão do PIB brasileiro em padrões comparativos globais, penso que vamos assistir a um retrocesso sem similar desde a Revolução Industrial do século XVIII.

No entanto, há na sociedade brasileira uma construção simbólica legitimando tudo isso pelo caminho do discurso midiático; um conjunto de categorias marcadas por seu sentido reacionário e de repúdio à ideia de qualquer reconhecimento da alteridade como instrumento de sociabilidade. Um antagonismo de essência ideológica fabricado deliberadamente pela mídia e pelas elites que ela representa. Sei não... sociedades que testaram experiências semelhantes a essa, tipo a Espanha de Franco, Portugal de Salazar, a Alemanha nazista, o Chile de Pinochet, a Hungria pós-socialista enfrentaram convulsões civis graves, como lembrou Roberto Requião no texto republicado na revista Fórum lincado acima. Os senadores com a palavra...

___________________________

Temer: o mercador de Brasília

Michel Temer transformou o Palácio do Planalto na pior espécie de mercado: negocia com quem se dispuser a isso a dignidade da República em troca do favor supremo de que o deixem concluir o serviço sujo do golpe (leia aqui).
______________________________

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Quero este Brasil de volta....

Depois do sucesso das Olimpíadas, obtido às custas da dignidade do povo brasileiro e que um jornal chamou de uma festa "imperfeitamente maravilhosa", só resta ao Temer e aos integrantes desse verdadeiro bando que pretende governar o Brasil irem embora pela porta dos fundos. Esse país que a foto acima mostra é terra de direitos sociais, diversidade cultural, democracia, de respeito pleno à liberdade e ao bem-estar. Não é o laboratório de expropriação do trabalho que Skafs, Cunhas, Martas, Jucás e todos quanto apoiam a quadrilha do impeachment querem para seus interesses privados. Fora Temer!
______________________________