quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

Resistência

Nesta 5a feira, 3 de dezembro, 19h
(informe-se no site do Sindicato)

SinproSP Cultura

Não perca o evento no SinproSP: Consciência negra e lutas anrirracistas

A derrota dos extremos e o chicote no lombo do povo

O Brasil está diante de uma nova mentira promovida pelos veículos da mídia conservadora e dos grupos reacionários que os apoiam: a farsa de que os resultados das eleições municipais deste ano, notadamente os embates que se deram no 2o. turno, representaram o "isolamento dos extremismos". Diz a narrativa colocada em circulação nas últimas 48 horas que a corrente ideológica vencedora do resultado final do pleito foi a "moderação", uma espécie de núcleo pendular da política brasileira que empurra os conflitos para o centro conciliador do espectro partidário, alguma coisa parecida com o que os jornais chamam de "centrão", mas muito mais que isso. 
Na verdade, associa-se a esse apelido vulgar de um segmento orgânico parlamentar, um conjunto de lideranças reformistas cujo objetivo parece ser o da aglutinação liberal-conservadora disposta a controlar o governo de forma "civilizada" e equidistante tanto do escarcéu bolsonarista quanto das tensões sociais fora do alcance do apelo fascista. O resultado pretendido parece óbvio: a formação de um bloco cuja hegemonia passe a ser construída em torno da reforma ultraconservadora - mas moderna - do Estado brasileiro, coisa que alimentaria um projeto de poder para mais de 3 ou 4 décadas. 

Sob essa perspectiva, tão importante quanto derrotar Bolsonaro nas câmaras municipais e nas prefeituras foi afundar mais um pouco o PT e o PSOL - numa clara demonstração de que essas duas correntes são corpos 'radicais' estranhos à alma da política brasileira, ainda que em sua essência os resultados práticos disso sejam as mesmas reformas econômicas de Guedes e a mesma exclusão social que dá consistência orgânica à esquerda. Tudo isso, com refinamento e com a cordialidade reluzente dos shopping centers - que é o lugar onde a classe média faz suas assembleias.

As matérias indicadas abaixo ilustram a complexidade dessa análise, desde os artifícios ilegais que garantiram a derrota de Boulos em São Paulo até preenchimento dos vazios de representação deixados pelos novos grupamentos partidários.

Vale a pena ler todas elas com lápis e papel na mão... 

* A esquerda perdeu, mas não foi derrotada (Valério Arcary, IHU) * Vitória da direita tradicional pode dar novo corpo ao bolsonarismo (Flávia Birolli, Pública) * Estelionato sanitário (Folha) * Centro não bolsonarista vence pleito (Maria Cristina Fernandes Valor* Direita ganha poder municipal e esquerda, chance de ser renovar (Maria Cristina Fernandes Valor) * Análise do 2o turno das eleições (Podcast, A Terra é redonda).

domingo, 29 de novembro de 2020

A luta continua

Todo caminho da gente é resvaloso. Mas também, cair não prejudica demais. A gente levanta, a gente sobe, a gente volta! O correr da vida embrulha tudo, a vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem. Ser capaz de ficar alegre e mais alegre no meio da alegria. E ainda mais alegre no meio da tristeza (Guimarães Rosa)