segunda-feira, 28 de setembro de 2020

Começar de novo...

Mudanças já estavam em curso

Victor Ximenes Marques (IHU)

Para compreendermos as consequências da pandemia causada pela covid-19, é necessário um olhar multidimensional. Transitando entre os campos das Ciências Biológicas e da Filosofia, o professor Victor Ximenes Marques chama atenção para o fato de que um organismo tão rudimentar é capaz de lembrar à humanidade suas fragilidades, desde os aspectos estritamente orgânicos aos sociais. “A crise sanitária, assim como a catástrofe humanitária que a segue e a fragilidade econômica, tem acentuado processos e acelerado tendências que já estavam em curso”, compara. “Aliás, essa talvez seja a característica primordial do que chamei de uma ‘crise multidimensional’: a pandemia tem objetivamente funcionado como uma espécie de acelerador de tendências, como catalisador de certos processos que já estavam acontecendo, mas que agora ganham uma nova escala e um novo ritmo”, acrescenta (continue a leitura).


O descrescimento

Serge Latouche (IHU)


“É improvável que a pandemia seja suficiente para superar a inércia de um sistema que combina os interesses dos poderosos e a cumplicidade passiva de suas vítimas. Passado o alerta, corre-se o risco de voltar aos negócios normais, como aconteceu após a crise econômica e financeira de 2008. Estamos sempre na lógica da competitividade. O choque precisaria ser muito mais forte”, escreve Serge Latouche, professor emérito de Economia na Universidade de Orsay, França (continue a leitura)
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A destruição dos direitos sociais no Brasil

Reforma trabalhista: viagem ao fundo do poço

Em quatro anos, medidas ultraliberais devastaram direitos trabalhistas, previdenciários e a ação sindical, com promessa de modernizar o país. Hoje, desemprego e precariedade batem recordes, Por que estas ilusões fracassam e como revertê-las. 

Leia também: *  Reforma da Previdência cortou pensões e impacta viúvos e órgãos da Covid-19 (Sakamoto, Uol) * A escravidão que nos habita (Souto Maior, A Terra é redonda) 

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sexta-feira, 25 de setembro de 2020

Capitalismo brasileiro: a especialidade do atraso

Retrocesso colonial

Paulo Kliass (Carta Maior)

A sociedade brasileira vem experimentando há várias décadas um nítido processo de perda de importância das atividades da indústria no conjunto de sua base econômica e produtiva. No entanto, ao contrário do discurso otimista e enganador dos que defendem tal movimento, por aqui ele não se dá na mesma direção das transformações ocorridas na distribuição dos diferentes setores da economia nos chamados países desenvolvidos.


O processo de desindustrialização sempre poderá ser analisado sob diferentes prismas. Em uma primeira abordagem, passa a ser valorizada a redução da participação da indústria dita “tradicional”, uma vez que essa mudança seria fruto de um crescimento da importância relativa de setores de serviços de ponta, portadores de uma elevada densidade tecnológica em seus processos intrínsecos. Com isso, a migração em direção a esse nova área do terciário não implicaria uma redução na capacidade de geração de valor pela sociedade e nem mesmo seria causador de uma nova inserção internacional mais desqualificada do país considerado (continue a leitura)


Leia tabém: * Brasil: trajetória da reprimarização (Beluzzo e Sebastião Neto em 'Como nos tornamos tão primários', Outras Palavras) * Um mapa da desigualdade em São Paulo (OP) * Pandemia agrava quadro de vulnerabilidade social (IHU) * Investimentos estangeiros caíram 85% em agosto, diz Banco Central (Estadão).
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terça-feira, 22 de setembro de 2020

Farsa e ofensa



 O genocida que vendeu o Brasil

Jair Bolsonaro abre hoje a assembleia geral da ONU. Não faz isso por qualquer mérito seu ou de sua diplomacia, mas por uma disposição regimental que é obedecida desde a fundação da entidade em 1945, quando nossa diplomacia honrava os compromissos da soberania nacional e os direitos dos povos.

Bolsonaro não representa nada disso, muito menos a consciência dos brasileiros. É um sabujo do imperialismo - ele e seus aliados e apoiadores -, genocida, defensor da tortura, predador das riquezas ambientais brasileiras. Bolsonaro representa o que há de pior. Por isso, sua figuração em Nova Iorque é uma farsa e uma ofensa.

Fora Bolsonaro!

Outras leituras: * Pária e irrelevante (Sakamoto, Uol)* A receita bolsonarista para aestagnação neocolonial (Paulo Kliass, Outras Palavras) * Discurso de Bolsonaro na ONU é prova de que o fracasso subiu à cabeça (Uol) * Realidade paralela (Estadão) * Entidades condenam discurso de Bolsonaro na ONU (DW) * Bolsonaro faz discurso com mentiras (Opera Mundi) * Na ONU, Bolsonaro citadados falsos sobre pandemia e meio ambiente (Lupa).

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segunda-feira, 21 de setembro de 2020

Evangélicos progressistas reagem contra homofobia e ensaiam avanço na política

Ala da igreja evangélica rechaça pregação por “medo do inferno” e uso deturpado de trechos bíblicos para criticar homossexuais. Grupo, também contrário à isenção de tributos a igrejas, prepara candidaturas em várias cidades do país em oposição às bancadas religiosas conservadoras (El País)

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Fim de festa?

Ilustração da Piauí sobre corrupção generalizada entre os grandes bancos mostra situação de apodrecimento do capitalismo e leva economistas de diversas tendências a revisar projeções para a pós-pandemia. No Brasil, situação é ainda pior: sem redistribuição da riqueza, economia não vai se recuperar, nem mesmo com gorjetas emergenciais
* Dois trilhões de suspeitas. Documentos secretos do governo americano mostram como 5 bancos internacionais movimentaram 2 trilhões de dólares de clientes criminosos (Consórcio Internacional de Jornalistas investigativos
* Precisamos de sistemas que coloquem o homem em 1o lugar, diz criadora da 'economia donut' (Estadão)
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