domingo, 26 de fevereiro de 2017

Dialética da cultura: nada se perde, tudo se transforma

A reorganização criativa das formas e das abordagens do real, seja
na Geometria ou na Filosofia, é a marca da cultura num mundo 

permanentemente ressignificado. Não terá sido sempre assim?
O site Medium Brasil sugere uma interessante discussão sobre as fronteiras da inventividade na cultura contemporânea: as limitações da criação original no terreno da arte e da inovação técnica. Para o autor do texto (Guimarães) - que emoldura uma excelente produção multimídia - "a figura do artista supremo" vem sendo submetida a um tão intenso processo de partilhamento da ideias que a noção de originalidade que fundamentou a reverência à genialidade individual vem sendo abalada juntamente com a própria noção de centralidade de uma criação única e irrepetível.

Em síntese: nunca mais teremos um Da Vinci ou um Einstein. O que se vive hoje no campo da arte, da ciência e da técnica é o puro remix, uma extensão generalizada que adveio da música. Empobrecimento da criatividade? Nada disso. Para Guimarães, a reinvenção pode ser tão genial quanto a primazia única do criador: "gênio é o que consegue copiar, transformar e combinar elementos diversos para a partir daí ressignificar a experiência. (Re)invenção é a chave!". Será mesmo? (leia aqui a íntegra da matéria).
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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

O Brasil nas mãos da corrupção e das políticas anti-sociais

Não é apenas com o acinte de um deboche atrás do outro que essa figura nos brinda sistematicamente; é também o seu caráter, sua disposição em servir aos donos do capital e ao grupo que o apoia... que deixam o país inteiro indignado e à beira de uma revolta
Na Folha de hoje (leia abaixo), Jânio de Freitas faz uma espécie de inventário  dos desmandos cometidos por Temer praticamente desde que usurpou, pela via do golpe do impeachment, a Presidência da República. Sob qualquer ângulo de observação, independente da postura ideológica do observador, a conclusão é a de que estamos diante de uma verdadeira facção que opera uma articulação anti-social e anti-democrática em favor dos interesses dos grupos mais atrasados do empresariado brasileiro e de uma máfia de deputados e senadores que querem agora acobertar os escândalos de corrupção em que se envolveram.  

A pergunta que me parecer emergir do painel de Jânio de Freitas é uma só: qual é a legitimidade que essas forças do obscurantismo têm para aprovar reformas da magnitude das que estão em vias de tramitar no Congresso e sancionadas depois por Temer, todas elas inspiradas no princípio da supressão de direitos? Penso que  agora, mais do que em qualquer outro momento desde o início da conspiração que afastou Dilma Rousseff da presidência, as palavras de ordem que devem unificar a campanha pela inversão dessa conjuntura estão centradas na exigência de afastamento imediato de Temer e de seu ministério, inclusive na área econômica, pela revogação de todos os atos da Presidência da República posteriores a abril de 2016 e pela convocação imediata de eleições gerais e diretas.

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terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

O sr. não tem vergonha?

A pergunta foi feita pelo Senador Magno Malta ao pulha Alexandre de Moraes durante a sabatina que pode levá-lo a sujar de vez a dignidade do STF. Malta achincalhou o candidato que, a julgar pela maneira infame como se comportou o dia todo, não tem mesmo nenhum pingo de vergonha (leia aqui). O Senado brasileiro pode ombrear-se com a Câmara dos Deputados, finalmente. A sessão de hoje pode muito bem ser equiparada em velhacaria àquela presidida pelo infecto Eduardo Cunha em 17 de abril do ano passado, quando foi aprovada a abertura de processo de impeachment contra a presidente eleita Dima Rousseff
(na foto do Estadão a canalhice esplendorosa e reluzente de Alexandre de Moraes busca a cumplicidade de um dos maiores suspeitos de corrupção da história brasileira, senador Edson Lobão).

Leia ainda: Xadrez do PSDB no 2o. tempo do golpe (Luis Nassif)
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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Baixo Augusta: folia e diversidade democrática

São Paulo mostrou na diversidade social e cultural da folia um recorte do que é o Brasil. O boneco Doria, os idiotas do golpe e sua obstinação em caçar (com "ç" mesmo) os direitos da cidadania e proteger o capital, vão pagar caro por desconhecerem o país em que vivem e por sua estupidez.
A melhor cobertura acho que foi da Folha: Baixo Augusta leva 300 mil foliões às ruas com tema A cidade é nossa. Aliás, o ex-prefeito Haddad estava lá, com a esposa, brincando com os populares. Enquanto isso, golpistas de todos os matizes vivem escondidos, assustados e temerosos de que sejam linchados. 
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domingo, 19 de fevereiro de 2017

Raduan Nassar e a coragem de não ficar calado

Autor de Lavoura Arcaica, uma obra prima da literatura contemporânea,  Nassar foi contundente ao referir-se ao Brasil: "vivemos tempos sombrios".
Leia aqui a íntegra da manifestação do escritor ao receber o Prêmio Camões

E sobre a reação de Roberto Freire a Nassar, leia O micróbio contra o gigante, de Luis Nassif
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