sábado, 22 de setembro de 2018

Não vamos deixar que o Brasil caia nas mãos dessa gente

 Lutar contra o fascismo é defender a inteligência e o respeito integral ao ser humano
O ovo da serpente, por Thiago Rodrigues Cardim, Coletivo Transforma MP  (GGN) * O ovo de uma serpente já conhecida, por Kai Michael Kenkel, PUC-Rio (Le Monde) * Merval e a democracinha, Fernando Barros e Silva (Piauí) * A vergonha que ficou no meio do caminho, Maria Cristina Fernandes (Valor) * Não foi você, Bruno Carvalho (Piauí) * A paranoia anticomunista encobre as reais ameaças autoritárias desta eleição (Sakamoto, Uol)
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sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Jornalismo criminoso, abertamente criminoso

Capa do Estadão de hoje (21/09/18). O jornal abraçou incondicionalmente a campanha do Bolsonaro e já não esconde mais a sua simpatia pelo fascismo, mas sugerir uma arma na direção de Haddad me parece uma construção criminosa que coloca a linha editorial do veículo em outro patamar. Que tal FHC começar sua campanha contra a insensatez denúnciando o jornalão dos Mesquita? Em tempo: construções discursivas como essa são "obras abertas à interpretação do receptor". A responsabilidade por elas não é de quem as lê mas de quem as formula...
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Fernando Henrique Cardoso: "esqueçam o que escrevi"

Qual dos FHC será preciso esquecer agora?
FHC é um dos responsáveis pela crise em que estamos mergulhados. Usou sua liderança reacionária para instigar e organizar o golpe do impeachment e fraudou a democracia. Agora, depois que o PSDB ajudou a destruir o país, o cara vem pedir moderação e união contra candidatos radicais? Não é uma hipocrisia?

A frase mais famosa de FHC virou lenda, mas parece que é mesmo verdadeira. O que é que Fernando Henrique Cardoso escreveu de tão comprometedor? Como seu leitor assíduo nos anos de chumbo, durante os quais transcorreu minha vida universitária inteira, sempre tive no ex-presidente uma referência teórica e conceitual para entender processos econômicos e políticos que me ajudavam muito a interpretar o Brasil. Devo tê-lo acompanhado intelectualmente até o dia em que ele decretou em 1993: esqueçam o que escrevemos no passado, porque o mundo mudou e a realidade hoje é outra.

Entendo a dificuldade de FHC em se explicar à nata do eleitorado que o acompanhou na trajetória política e acho mesmo que a frase famosa - quase um aforismo - não é retórica: ele próprio a teve como desafio de aprendizado porque, em diversos momentos, era mesmo preciso esquecer todas as formulações teóricas que davam a ele essa primazia de ser um dos principais intelectuais do país. Alguns chegavam mesmo a afirmar que era um luxo tê-lo na presidência da República. 

Vistas as coisas de agora, no entanto, a justificativa de FHC brilha mais pelo oportunismo discursivo do que por um processo de aggiornamento de ideias - eventualmente necessário quando as reflexões teóricas já não são suficientes para explicar a realidade concreta. Contudo, uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa: atualizar ideias não significa necessariamente deformá-las pela ocasião e, com isso, construir simulacros de interpretação. "O mundo mudou e a realidade hoje é outra", justifica-se Fernando Henrique. E eu pergunto: onde foi que a mudança provocou o desaparecimento do imperialismo, da realidade da dependência periférica, da articulação funcional dos estamentos e oligarquias que controlam o poder político e econômico na América Latina e no Brasil, as dramáticas diparidades de renda existentes no nosso país?

Tudo isso pra dizer que FHC, com essa metodologia que transformou em paradigma de suas próprias ideias, acabou virando um camaleão da democracia brasileira: onde quer que a crise se instale ou se reproduza, lá estará o antigo professor da USP a nos oferecer algum tipo de postura pouco rigorosa ou conveniente, ad hoc, que revela mais o seu próprio esquecimento do que foi sua coerência intelectual do que o reconhecimento de que o mundo mudou.

Penso que o melhor exemplo disso vem à tona agora com essa ambiguidade com que FHC está construindo sua posição no processo eleitoral confuso e agônico que estamos vivendo. Fernando Henrique, mesmo que não o admita, inspirou a violência contra a democracia brasileira ao apoiar o verme do Aécio Neves na armação que levou ao golpe do impeachment da presidente eleita Dilma Rousseff. Não foi só isso: associou esse arremedo de partido em que o PSDB se transformou à sustentação dessa tragédia fétida em que se constituiu o pior governo que tivemos na nossa história chefiado por esse facínora chamado Michel Temer. Esse conluio legitimou a destruição dos direitos sociais, a desnacionalização, o colapso econômico e... a construção do ultraconservadorismo que culmina agora com o crescimento do monstrengo fascista Jair Bolsonaro. FHC tornou-se, ele próprio, cúmplice disso tudo. O resultado está aí pra quem quiser ver...

Pois é esse o FHC que agora emerge sei lá de onde dirigindo uma carta na qual dirige um apelo à moderação na campanha eleitoral que o país vive, poucos dias depois de ter anunciado apoio ao candidato do PT. O ex-presidente condena os extremos representados por Haddad e por Bolsonaro e apela ao centro. Vale a pena ler o arrazoado, mas com lente grossa, para que se perceba o golpe (mais um) que o "chamamento" à razão feito por Fernando Henrique representa, pois é justamente o "centro" do qual ele parece ser uma espécie de guru que nos trouxe até esse cenário em decomposição política que estamos vivendo. Quem é que representa o centro? Alckmin, Meirelles, Amoêdo? Ora... deixe o povo escolher, FHC. A tutela ideológica do conservadorismo (ainda que travesrtido de "centro") é tão perniciosa para a construção democrática quanto a tutela militar, a Jurídica ou qualquer outra.

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quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Resistir ao fascismo

O horror fascista que ameaça o Brasil já nos
anuncia ao mundo como umpaís em decomposição
The Economist chama Bolsonaro de 'a mais recente ameaça da América Latina'

Revista britânica defensora do liberalismo traz candidato do PSL na capa, diz que governo de deputado seria desastroso para o País e a região e cita experiência autoritária na Venezuela e na Nicarágua (leia no Estadão)

Organize-se para participar da grande manifestação "Mulheres contra Bolsonaro", dia 29, às 15h, no Largo da Batata (leia mais)

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quarta-feira, 19 de setembro de 2018

O jogo virou...

TORCEDOR DA GAVIÕES QUE VOTAR EM BOLSONARO SERÁ EXPULSO


Presidente da organizada do Corinthians, que conta com 112 mil sócios, diz que apoio ao candidato de extrema-direita vai contra a luta por democracia que marca o passado da torcida 
(Leia a matéria no site Rede Brasil Atual)
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