terça-feira, 17 de março de 2020

Bolsonaro está fora dos regimes de credibilidade que o levaram ao governo

A ironia ferina de Laerte é crônica e termômetro político
(clique na imagem para ampliar)
O humor dos chargistas é coisa séria e na política pode ser mais eficaz que os manifestos

Entre o sentido de alerta da imagem à esquerda e a gozação da imagem à direita, a precisão cirúrgica de Laerte detecta o processo de desmontagem dos atributos do chefe fascista. Seu apoio neste 17 de março, ainda estritende e numeroso, é constituído por uma base que o acompanha no descrédito. Em geral, vozes da esfera pública que associam sua opinião à credibilidade simbólica, já o abandonaram e é difícil encontrar, além dos terroristas que se identificam com  bolsonarismo - evangélicos ou não - quem aposte no seu sucesso. A rigor, Bolsonaro já não governa: é um paspalho esperando que o removam.

* Acompanhe:

* Justiça proíbe campanha publicitária contra isolamento (RBA) que acirrou a crise política no país (Estadão)

* Clipping do blog:
A opção pela morte dos brasileiros feita pelo ex-capitão fascista que nos governa.
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sábado, 14 de março de 2020

Narrativas que disfarçam

O último sacrifício de Marielle

Boaventura Santos, Luis Lomenha e Scarlett Rocha
Outras Palavras

Marielle Franco sacrificou a sua vida pela luta contra o racismo, o sexismo, a injustiça social e a captura do Estado pelo crime organizado. A nobreza e a coragem da sua luta impressionaram todos os que a conheceram, independentemente de posições políticas, e o seu bárbaro assassinato abalou o mundo. Infelizmente, este não foi o seu último sacrifício. Logo depois da sua morte assistimos ao espetáculo macabro de uma investigação criminal que quase investiga, que quase sabe quem a matou e mandou matar, que quase se dispõe a formular acusações e a julgar, mas cujo quase parece não terminar nunca. Este tem sido um novo sacrifício de Marielle. E se tal não bastasse, outro sacrifício parece estar em curso. O novíssimo sacrificio de Marielle é a utilização do seu nome e da sua nobre luta para fins de promoção mediática e comercial que, independentemente das intenções de quem a promove, atraiçoam objetivamente os símbolos e os fins da sua luta. Marielle corre assim o risco que correu outro grande revolucionário antes dela, Che Guevara, cujo sacrifício se trivializou em decoração de camisetas ou em nome de bares turísticos (continue a leitura)
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Assassinato político de Marielle Franco
reativa as ruas do Rio


A imagem da multidão que se reuniu no Rio de Janeiro (a exemplo do que aconteceu também em São Paulo) para homenagear Marielle dois dias depois de seu assassinato.

* Navegue pelo clipping do blog sobre os desdobramentos políticos do crime contra uma das mais legítimas corajosas líderes políticas do Brasil.

Leia ainda: * Há dois anos, Marielle morreu. Na periferia de SP, vive e inspira luta (Ponte) * O espectro de Marielle é a urgência da resistência negra (Ponte) * Marielle, Bolsonaro, a milícia e o submundo do presidente (RBA) * Um acinte à memória de Marielle (Djamila Ribeiro, Folha) * Não existe racismo estrutural exculpaste, mas vergonha e reparação (Carta Capital) * Arquivos Marielle (Piauí).
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domingo, 8 de março de 2020

Mulheres e resistência

"Esse crime, o crime sagrado de ser divergente, 
nós o cometeremos sempre"
(Pagu)
* Oito teses sobre a Revolução Feminista (Verônica Gago, Outras Palavras)
Uma proponente das greves feministas explica como elas 
tornaram-se gigantescas e também radicais; 
por que inventam nova classe trabalhadora; e de que modo se chocam
 com a essência da condição neoliberal (leia mais)

* Um feminismo que visa libertar todas as mulheres deve ser anticapitalista (Nancy Fraser, Boitempo)
Mulheres trabalhadoras, pessoas discriminadas racialmente e homens brancos
de regiões que já abrigaram indústrias vibrantes, 
e que hoje estão abandonadas, todos integram o caminho da união social,
 -desde que se reconheça que a causa primeira
 dessas mazelas é o capitalismo (leia mais)


A mulher e o socialismo (Joana El-Jaick Andrade, A terra é redonda)
As análises de August Bebel, o princípio de que “não pode haver
 emancipação humana sem a independência social
e a igualdade entre os sexos”, pautaram não só o debate
 marxista sobre o feminismo como também o movimento
 feminista organizado (leia mais)

* Breve história crítica do feminismo no Brasil (Carla Rodrigues, Serrote)
Excluídas da história oficial, as mulheres fazem do ato de contar
 a própria trajetória uma forma de resistência. 
Neste ensaio, a filósofa Carla Rodrigues enlaça as várias linhas
 dos movimentos feministas no país
 nas últimas décadas (leia mais)
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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

Como uma praga

Destruição escolhida por Bolsonaro remete à maneira de agir das traças

Leia aqui o artigo de Fernando Abrucio 
(Valor)
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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

Mangueira 2020: o desfile da resistência

Emoção libertária no Carnaval do Rio: contra o fascismo e o fundamentalismo evangélico
O samba-enredo da Mangueira: A verdade vos fará livre
(letra e comentários aqui)
Leia também: * Jesus da gente: uma oportunidade de revisão da vida (Magali Cunha, Carta Capital) * A festa religiosa do Carnaval: a resistência alegre dos povos contra o conservadorismo das elites conservadoras (IHU)

Ratos e urubus, larguem minha fantasia
Beija-Flor, 1989. Beasil, como hoje, um país acorrentado

Considerado o maior de todos os tempos, o polêmico desfile da Beija-Flor de Nilópolis do ano de 1989 com o Enredo: "Ratos e Urubus, larguem a minha fantasia", de Joãosinho Trinta, arrancou suspiros e deixou toda a arquibancada em êxtase. Apesar de ser considerado um dos melhores desfiles já passados na Sapucaí, a Beija-Flor terminou em 2º Lugar. Confia agora o Desfile das Campeãs, onde o "Cristo Mendigo" tem sua coberta retirada levando o povo ao delírio.
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