quinta-feira, 18 de julho de 2019

Para Castells, Brasil vive a ditadura orwelliana: ocupar as mentes

Manuel Castells
O Brasil vive, desde a eleição de Jair Bolsonaro, um novo tipo de ditadura. Nela, “as instituições estão preservadas, mas se manipulam tanto por poderes econômicos, quanto por poderes ideológicos.” Como os regimes autoritários já não ocorrem mais com golpes e tanques nas ruas, o que temos é uma “ditadura Orwelliana, de ocupar as mentes.” É o que afirma o pensador Manuel Castells em entrevista divulgada pelo jornal O Globo nesta terça (17).
“O Brasil, nesse momento, perdeu a influência da Igreja Católica que foi muito tradicional durante muito tempo na História, mas ganhou algo muito pior que são as igrejas evangélicas, para quem claramente não importa a ciência e a educação, porque quanto mais educadas e informadas estejam as pessoas, mais capacidade terão de resistir à doutrinação. O mesmo acontece com o presidente (Bolsonaro) e com o regime que está instalando. Não se pode fazer uma ditadura antiga, que se imponha com o exército, mas uma ditadura Orwelliana, de ocupar as mentes”, disse (leia aqui a matéria de O Globo, via GGN)
Leia também: * Inebriados pelo poder, militares avalizam liquidação do Brasil (Carta CapitalSociedade está sob anestesia (Alessandro Molon, Folha) * A necropolítica como regime de governo (Débora Diniz, IHU) * A fraqueza da ilusão democrática (Jones Manuel, Boitempo) * Divino Amor: a hipocrisia do Brasil evangélico de Bolsonaro (Intercept).
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quarta-feira, 17 de julho de 2019

Future-se: sentença de morte para a Universidade

Um programa destinado a acabar com a Universidade
Para Daniel Cara, insistência do tolo Weintraub em afirmar que o programa não vai aumentar a desigualdade esconde a certeza de que é isso mesmo o que vai acontecer. Da mesma forma como atua em outros setores, governo Bolsonaro é predatório e anti-social também com a proposta de privatizar a Universidade Pública

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quinta-feira, 11 de julho de 2019

Aprovada a reforma da Previdência, Brasil se prepara para selvageria social inédita na sua história

 A quem interessa aumentar a desigualdade?

Thomas Pikkety, Valor Econômico

Se o objetivo for mesmo combater privilégios e reduzir desigualdades, a proposta deveria, explicar em detalhe as projeções que justificam atrasar e até inviabilizar a aposentadoria de milhões de brasileiros pobres (continue a leitura)
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quarta-feira, 10 de julho de 2019

Luiz Gonzaga Belluzzo: as 7 vidas do capitalismo

O 'velho capitalismo' e seu fôlego para a dominação do tempo e do espaço
(João Vitor Santos. do IHU, entrevista Luiz Gonzaga Belluzzo)
plasticidade do capitalismo permite que ele assuma o espírito do tempo e, com isso, vá se transmutando e se tornando senhor do tempo e do espaço. “O velho capitalismo reconciliou-se com sua natureza inquieta e criativa. Tão inquieta e criativa que rapidamente transmutou a concorrência perfeita em concorrência monopolista”, observa o economista Luiz Gonzaga Belluzzo. Se antes o capitalismo era ruim, ao menos gerava recursos para o Estado, podendo se pensar um Estado de bem-estar a partir de suas bases. No entanto, agora se faz ainda mais perverso pela perspectiva individualista que assume. “Livre, leve e solto em seu peculiar dinamismo, amparado em suas engrenagens tecnológicas e financeiras, o ‘Velho Cap’ promoveu e promove a aceleração do tempo e o encolhimento do espaço. Esses fenômenos gêmeos podem ser observados na globalização, na financeirização e nos processos de produção da indústria 4.0”, acrescenta.
Na entrevista a seguir, concedida por e-mail à IHU On-LineBelluzzo analisa essa “nova fase da digitalização da manufatura”, que, na visão dele, “é conduzida pelo aumento do volume de dados, ampliação do poder computacional e conectividade, a emergência de capacidades analíticas aplicadas aos negócios, novas formas de interação entre homem e máquina, e melhorias na transferência de instruções digitais para o mundo físico, como a robótica avançada e impressoras 3D”.

Na sua perspectiva, ter consciência dessa potência do capital pode ser um primeiro passo para a tomada de consciência da necessidade de transformação, de concepção de outros paradigmas. “É preciso intensificar o esforço no trabalho na busca do improvável equilíbrio entre a incessante multiplicação das necessidades e os meios necessários para satisfazê-las, buscar novas emoções, cultivar a angústia porque é impossível ganhar a paz”, sugere. E por isso passa, até mesmo, a concepção de outras matrizes de pensamento econômico, pois, como observa, “os fâmulos da ciência econômica se entregam à farsa pseudocientífica dos modelos engalanados por matemática de segunda classe”, resignando a ciência econômica a uma racionalidade que a engessa e concebe um único caminho (leia a íntegra da entrevista de Belluzzo no Caderno Ideias do IHU).
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Ecos do confinamento

A entrevista feita com Lula pelo Sul 21 
(acesse aqui)
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sexta-feira, 28 de junho de 2019

O papel ridículo do Brasil na reunião do G-20 no Japão

O rato que ruge, a paródia anglo-estadunidense dirigida por Jack Arnold em 1959: um país falido que tenta invadir os Estados Unidos 

Sob o "comando" de Bolsonaro, o Brasil dá vexame na reunião do G-20 e amplia seu isolamento internacional: ostentamos o pior desempenho econômico, temos a mais grave concentração a renda, o governo patrocina políticas ambientais predatórias, pregamos o armamento da população e o presidente é defensor da tortura. Merecemos o desprezo do mundo todo.

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