sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

Tempo de escuridão

O Brasil está com ódio do Brasil

Para professora da UFRJ, Big Brother Brasil, como um dispositivo deseducativo, catalisa o sentimento gerado por uma imagem distorcida e raivosa de nós mesmos

Ivana Bentes
Entrevistada por Ricardo Machado
IHU

Não precisa ser versado em psicologia para saber que, quando alguém explode numa ira revelada em ódio, o mais indicado é acolher, acalmar e ressignificar esses sentimentos. O problema é que se o contrário é feito, entra-se num ciclo nocivo que destrói a si e a tudo que está em volta. Quando se fala de um programa de televisão como o Big Brother Brasil - BBB, da TV Globo, esse ciclo, embora destrutivo, é apreendido como forma de gerar mobilização, logo, audiência e faturamento em anúncios. É nessa linha que vai a análise da professora e pesquisadora Ivana Bentes, ao refletir sobre o sucesso de audiência e de mobilização do programa. “O Brasil está com ódio do Brasil”, resume, na entrevista concedida por e-mail à IHU On-Line (continue a leitura).


Respire fundo por aqui: Big Brother Brasil e pós-modernidade (A Terra é redonda) * A sutil arte de ligar o BBB (Piauí) * BBB e sua carreira. É possível fazer essa comparação? (Estadão* Viagem ao país primitivo que pariu Bolsonaro (Outras Palavras) * Precisamos batizar o apartheid social brasileiro (InterceptGrupo de Damares vai revisar a política de Direitos Nacional de Humanos do Brasil (Pública).

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

Afronta

Ofensiva de Bolsonaro revela projeto criminoso contra o país 

Iniciativas recentes tomadas por Bolsonaro revelam disposição deliberada em executar, afinal, o projeto neoliberal que o torna o 'príncipe' das elites brasileiras. As matérias lincadas abaixo descrevem o pano de fundo sobre o qual o capitão fascista quer alicerçar sua reeleição em 2022

terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

Laerte de volta

Privatizar ou militarizar?

A síntese genial de Laerte:
Privatizar (e entregar o Brasil à selvageria do capital) ou militarizar (e entregar o Brasil à selvageria fascista). Qualquer que seja o caminho, a destruição do país.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021

A raiz de todos os males

Escola só chegará ao século XXI se enfrentar desigualdades

Rodrigo Manoel Dias da Silva, professor entrevistado pelo IHU, acredita que a pandemia escancarou a urgência que se impõe à escola e à sociedade: a radical eliminação da desigualdade

Entrevista feita por João Vitor Santos

Entre todas as áreas drasticamente impactadas pela pandemia, a escola, sem dúvidas, tem lugar de destaque. A suspensão das aulas presenciais e a imposição do ensino remoto escancararam as desigualdades que vivemos e que se refletem no ambiente das escolas. O resultado é uma sombra dos chamados déficits de aprendizagem. O professor Rodrigo Manoel Dias da Silva reconhece o abismo que se abriu entre as realidades de muitos estudantes, mas observa que é preciso serenidade para encarar o tema. “Assumir imperfeições exige uma ética e uma pedagogia. O horizonte ético é reconhecer nossas fragilidades humanas e nossa vulnerabilidade coletiva – traços acentuados pela pandemia”, diz. Assim, compreende que “falar que retomaremos aprendizagens não significa supor que iremos realinhar déficits ou perdas, mas principalmente que devemos seguir novos caminhos” (continue a leitura).
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Leitura sugerida: * Como arquitetar a escola pós-pandemia (Roberto Rafael Dias da Silva, Outras Palavras)

sábado, 20 de fevereiro de 2021

Aos céticos - 2o. clichê

* Toffoli aponta financiamento internacional a ataques anti-democráticos (Folha)

* O que Toffoli diz é de extrema gravidade (Uol)

Convém não subestimar o que aconteceu ontem na Câmara dos Deputados e o tamanho da votação adversa que o saradão fascista recebeu para que fique atrás das grades: foram 364 votos contra 130. O resultado, por si só, já é um dado positivo, mas relevante mesmo foi a verdadeira lavagem que os postulados da extrema-direita receberam de praticamente todos os deputados, até mesmo de muitos dos que votaram a favor de Daniel Silveira. É claro que isso não muda nada, mas já é alguma coisa perceber o esvaziamento crescente da argumentação que ceca os discursos da corja bolsonarista. Se estivesse lá, teria abraçado até mesmo a relatora... que me surpreendeu pela coragem do seu voto.

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