segunda-feira, 18 de março de 2019

Bolsonaro põe o Brasil de joelhos

Santa ceia da direita
A Folha chama jantar oferecido por Bolsonaro em Washington de "santa ceia da direita". Mais que o aspecto jocoso do título, no entanto, é a juramentação da fé ultraconservadora feita para por de joelhos o Brasil diante do imperialismo o que chama a atenção. Representando os piores interesses do empresariado brasileiro, o ex-capitão desonra o país inteiro e à soberania prefere o agravamento das desigualdades sociais e a alienação das nossas riquezas. Vale a pena ler aqui a matéria da Folha de S. Paulo.

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sábado, 16 de março de 2019

A disputa da narrativa sobre a realidade brasileira

Capitalismo Gore e carnavalização da política

Entrevista com Ivana Bentes
Portal do IHU

João Vitor Santos


Na entrevista a seguir, concedida por e-mail, Ivana ressalta que “a política entrou para o cotidiano dos brasileiros” e que esferas que antes estavam separadas, como política e futebol ou política e carnaval, agora estão juntas. É isso que explica, por exemplo, que o mesmo Rio de Janeiro que elegeu políticos da extrema direita também se tornou palco de protestos. “Não existe contradição” nesses dois fatos, frisa. Ao contrário, “existe uma disputa narrativa, uma disputa para efetivar mundos e as eleições, o carnaval, os blocos nas ruas, as práticas religiosas lutam em diferentes fronts nessa guerra cultural” (continue a leitura).


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quarta-feira, 13 de março de 2019

A conspiração (como num roteiro de Costa Gavras)

Fato incomum, delegado e promotoras dão entrevistas separadas sobre prisão de acusados de matar Marielle; governador pega carona. Leia em Piauí: Uma investigação, duas narrativas

O personagem é o mesmo; é o disfarce que muda. Aqui, à direita, o então candidato a governador do Rio festejando um capítulo da morte inconclusa de Marielle.
Leia em Piauí: Metástase

terça-feira, 12 de março de 2019

Marielle, 1 ano

Para entender a crise econômica brasileira

Seriam os economistas imbecís? Artigo de David Decacche, via Outras Palavras

Por que continuam a aplicar os mesmos “remédios”, após seguidos fracassos? A resposta está na “terapia de choque”. Quanto mais doente, menos a sociedade reagirá às “reformas” que tornam país ainda mais desigual (leia a íntegra do artigo aqui)

Leia mais: * Fala de Guedes sobre Previdência e desvinculação do orçamento anima mercado (Folha) * Guedes diz ter pronta PEC sobre desvinculação do orçamento (Valor) * Produtividade do trabalho fica estagnada em 2018 (Último instante) * Produtividade da economia ficou estagnada em 2018 (Estadão) * Em negociação por Previdência, governo libera R$ 1 bilhão em emendas (Folha) * Privatizar Previdência foi um fracasso no mundo todo (Carta Capital).

Atualização1: * A perestroika brasileira é absolutamente descabida (entrevista com Leda Paulani, IHU):

É “difícil” fazer uma avaliação da política econômica conduzida pelo ministro Paulo Guedes, “porque de fato nada de concreto ainda foi feito na área, a não ser o envio da proposta de reforma da previdência ao Congresso”, diz a economista Leda Paulani à IHU On-Line, ao comentar a atuação da equipe econômica nos dois primeiros meses do novo governo. Já no nível do discurso, pontua, “não há nada além daquilo que já era previsto, ou seja, a condução da economia a partir de uma filosofia ultraliberal, que é a marca do economista Paulo Guedes”. Na avaliação de Leda, a declaração do ministro da Economia de que é preciso fazer uma perestroika brasileira, fazendo alusão a uma maior abertura econômica, “traz implícita a ideia de que o país está enredado nas entranhas de uma economia estatizada, com elevado grau de dirigismo”. Mas essa visão, frisa, “é absolutamente descabida quando se olha para a realidade e, principalmente, quando se tem em conta os parâmetros que vêm presidindo a condução da política econômica brasileira desde pelo menos o início dos anos 1990” (continue a leitura)

Atualização2: O maior crime contra o Brasil - o projeto que desvincula do Orçamento da União recursos destinados à Saúde e à Educação (Estadão, via TerraAndré Lara Resende escreve sobre a crise da macroeconomia (ValorPara desnudar a mediocridade das elites (Paulo Kliass, Outras Palavras) * Ar fresco: o artigo do André (João Sayad, Valor)

Atualização3: Produtividade da economia ficou estagnada em 2018 (Estadão) * Produtividade do trabalho fica estagnada em 2018 (Último instante) * Crise renitente (Folha) * Fala de Guedes sobre desvinculação de gastos sociais do orçamento anima mercado (Folha) * Governo age para blindar pauta econômica (Valor).

Atualização4: * Estrangeiros ficam com a maior fatia do leilão dos aeroportos (Carta Capital) * Área econômica do governo articula desestatização (Valor) * Bancos devem participar de nova rodada de concessões (Valor) * Com desvinculação, Congresso tomaria conta de uma pequena pare do orçamento (Folha) * Desvinculação proposta por Guedes é limitada, dizem economistas (Folha).
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segunda-feira, 11 de março de 2019

Reforma trabalhista sufoca economia e Brasil afunda na recessão

Redução do crescimento do PIB a zero no período 17-18
anulou a pequena recuperação anterior e mostra
os efeitos perversos da reforma trabalhista
 

A obra prima das elites empresariais brasileiras é a destruição do seu próprio capitalismo

Os jornais dos últimos dias estão repletos das piores notícias sobre o estado de decomposição da economia brasileira. As informações disponíveis notadamente no Estadão e na Folha dão conta de uma consolidada estagnação da atividade produtiva nacional em decorrência da crescente informalidade que toma conta do mercado de trabalho em praticamente todas as atividades profissionais.