quinta-feira, 21 de outubro de 2021

Elite brasileira come o pão que o diabo amassou

Teto dos gastos, Bolsonaro e pobreza: a armadilha neoliberal

Em nome da proteção ao capital e em defesa da concentração da renda, burguesia brasileira inventou a saída depressiva para a economia: cortar investimentos sociais, colocar na guarita um cão fascista estúpido que a defendesse e caprichar no desmantelamento das condições de vida do povo. O resultado é o que está aí: um país falido, desorganizado e sem rumo.
Luiz Gonzaga Belluzzo
Entrevista concedida do IHU

"Tenho visto pessoas passando fome e isso não tem nenhuma razão para ocorrer a não ser a estupidez do teto de gastos e o reacionarismo das elites brasileiras" (leia a entrevista completa aqui).


segunda-feira, 18 de outubro de 2021

O relatório da CPI (atualização)

Governo agiu de forma criminosa e é responsável pela morte de mais de 600 mil pessoas 

Documento revelado em sua versão preliminar pelo Estadão é contundente: Bolsonaro conspirou contra a vida dos brasileiros e é culpado pela maior chacina da nossa história. Nem uma guerra faria igual.
"O relatório final da CPI da Covid, do Senado, conclui que o governo Bolsonaro agiu de forma dolosa, ou seja, intencional, na condução da pandemia e, por isso, é responsável pela morte de turno de pessoas. O Estadão teve acesso ao documento, que tem 1.052 páginas, e será apresentado aos senadores da CPI na próxima terça-feira. 'O governo federal criou uma situação de risco não permitido, reprovável por qualquer cálculo de custo-benefício, expôs vidas a perigo concreto e não tomada medida para minimizar o resultado, podendo fazê-lo. Aos olhos do Direito, legitima-se a imputação do dolo (intenção de causar dano, por ação ou omissão) ”, diz trecho da peça, que ainda pode ser alterado até terça-feira. No dia seguinte, os senadores devem começar a votação do relatório" (continue leitura).


Enquanto isso, em Dubai, Eduardo Bolsonaro e família humilham o povo brasileiro

Inferno social no paraíso da concentração da renda

Explosão da pobreza: o legado das elites empresariais brasileiras

Uma cena nunca imaginada nem mesmo pela pior ficção do terror: brasileiras e brasileiros esmiuçam o lixo em busca de restos de carne que os livre da fome absoluta. Não deixe de ler a matéria da Folha aqui.
Fiquei surpreso com a entrevista com o dono do Banco Itaú que o Estadão publicou no domingo. O que me chamou a atenção não foi a lenga-lenga desfiada em louvor do capital financeiro, mas a conviccão com que Roberto Setúbal advoga a necessidade de uma 'terceira via' para o desfecho das eleições de 2022, naturalmente explicando o desvario bolsonarista e estigmatizando o reformismo de Lula. Esse discurso vai se tornando recorrente na mídia conservadora e certamente quer servir como bússola para os eleitores ao longo dos próximos meses, mas é muito difícil que o consiga em razão do conjunto de pressupostos abertamente mentirosos com que é construído. 

O principal artifício dos seus enunciados é o da aura de inocência com que a imagem de uma 'terceira via' quer se apresentar à opinião pública. Procurando ocultar seu comprometimento com o o caos econômico e social que se instalou no país desde o golpe do impeachment, o que o conservadorismo de extrema direita quer é vender a ideia de uma 'moderação' que ele próprio não pratica e nunca praticou. A desmontagem dos direitos sociais e trabalhistas, a explosão da pobreza e do desemprego, a redução violenta de investimentos públicos em todas as áreas, a desindustrialização, a crise energética, a alienação do patrimônio nacional, os crimes ambientais, a tragédia da pandemia, o isolamento diplomático, a instalação de um regime de corrupção nunca visto na nossa história, tudo isso são marcas de um regime pensado e implementado por essa mesma turma que agora fala em evitar a 'polarização' política como saída para a crise. Roberto Setubal, que preside o banco de maior lucratividade mundial, é representante dessa facção e o eufemismo que ele cola na sua fala 'moderada' e 'pacificadora' mal oculta a intenção de manter inalterada a polarização da riqueza sobre o inferno social da pobreza, o fato determinante do poder político das elites brasileiras. Contra isso, o que o Brasil precisa é de mais radicalismo, não menos.

quinta-feira, 14 de outubro de 2021

15 de outubro

Dia das professoras e dos professores

A Educação é uma construção cultural pluralista, decolonizada, socialmente igualitária, multigênero e democrática.  As professoras e os professores estão comprometidos com esses princípios e são seus agentes em todos os campos e níveis do conhecimento. 

 "Se me perguntassem o que sou essencialmente, eu diria, grifando, que sou professor. Ensinei sociologia, ensinei literatura, mas antes de ser professor disso ou daquilo, não sei se me faço entender, sou visceralmente professor. Tenho gosto e vocação para transmitir aos outros o que sei, e como costumava dizer Antônio de Almeida Júnior, o professor não é obrigado a criar saber, mas sim a transmiti-lo. Esta foi a tarefa que sempre me atribuí. Repito: o que gosto mesmo é de dar aula. Se possível, sem ser interrompido" (Antonio Candido, referido por Elizabeth Lorenzotti na Revista Giz, do SinproSp).

Força de ocupação

Indiferença com o sofrimento do povo:
a marca de uma instituição sem rumo

Justiça condena executores militares, mas Bolsonaro justifica ação criminosa

Um dos episódios mais emblemáticos do desvio doutrinário e disciplinar do Exército brasileiro recebeu da própria Justiça Militar uma dura advertência: a condenação de 8 soldados que executaram com 257 tiros o músico Evaldo Rosa e o catador Luciano Macedo

O fato ocorrido em 2019 mostra o nível a que chegou o fosso que as Forças Armadas construíram nas suas relações com a sociedade brasileira, em especial pelo apoio que têm dado aos desmandos do governo Bolsonaro e pela indiferença indisfarçável que exibem em relação aos desajustes que transformaram o Brasil num dos países mais desiguais do mundo. O cenário do crime evidencia a metamorfose de uma força institucional em força de ocupação.